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FATORAMA
Jornal das Vozes Livres de Brasília
HOME   Brasília - DF 01/07/2007

LGUNS DIZEM QUE A CULPA É DA CRISE POLÍTICA QUE ATINGE O LEGISLATIVO. OUTROS ACHAM QUE, NO FUNDO, ESSE QUADRO INTERESSA AO GOVERNO. O FATO É QUE CHEGAMOS Á METADE DO ANO SEM O ENVIO DE NOVAS REFORMAS AO CONGRESSO. EM 2008 POUCO SE FARÁ, EM FUNÇÃO DAS ELEIÇÕES. E TEREMOS MAIS DO MESMO. É UM CENÁRIO COMPLICADO E BASTANTE DESANIMADOR.

O grande teste para o plano de emergência com que a Aeronáutica tenta superar a crise do controle do tráfego aéreo começa neste 1º de julho. Cresce o número de passageiros nos aeroportos durante os próximos 30 dias. E a tensão também.

Trapalhadas na economia

OOs especialistas sabem da importância da variável “expectativas” em relação às decisões dos agentes econômicos. Sinais claros e firmes são vitais. Pois não é que o Governo conseguiu levantar dúvidas sobre a taxa de inflação que ele vai perseguir, a partir de 2009. O mercado acha viável ficar em 4%, mas o Conselho Monetário fixou 4,5%. Perigosa leitura de muitos: afrouxamento às vésperas de ano eleitoral.

GAZETILHA

A julgar pela intensa cobertura da mídia, poucos brasileiros devem ignorar os problemas que afetam o trabalho e a imagem do Congresso Nacional. Verdade? Talvez não, por incrível que possa parecer.

Estudiosos e pesquisadores certamente haverão de debruçar-se sobre esse fenômeno. Que possivelmente poderá explicar outro evento interessante: o divórcio entre crise política e bonança econômica.

Pesquisa recente em torno da crise do tráfego aéreo, alvo de uma igualmente intensa cobertura da imprensa, surpreendeu pelo número de cidadãos que se disseram distante do problema.
A história brasileira é farta em exemplos da estreita vinculação entre política e economia. A crise de uma contaminando a outra. Era assim. Não é mais. O País cresce enquanto os políticos sofrem.
Essa percepção sugere um curioso distanciamento entre dois conceitos: cidadania (captada em pesquisas) e opinião pública (presente nos meios de comunicação). Não dá pra garantir que será assim, daqui em diante. Muito menos concluir que um Legislativo forte e decente seja dispensável. O preço a pagar por esse equívoco é enorme.
Legislativos sob pressão na América do Sul
Com farto noticiário e muito espaço para artigos e análises, a imprensa acompanha os problemas que afetam a imagem e a capacidade legislativa do Congresso Nacional. As mídias, impressa e eletrônica, verbalizam os desencantos da cidadania. Este fenômeno, no entanto, extrapola as fronteiras do país. Muitos legislativos sulamericanos estão sob pressão. Brasil, Bolívia, Equador. Venezuela e Argentina em passado recente. Causas diferentes, resultados parecidos.










EXCLUSIVO
Tempos difíceis estes vividos pela classe política brasileira. Senado e Câmara sofrem com crises que dificultam os trabalhos parlamentares e ampliam o fosso que distancia eleitores e eleitos. A mídia, desde a campanha reeleitoral de Lula, em 2006, não apresentava engajamento tão acentuado na cobertura de casos como os dos senadores Renan Calheiros e Joaquim Roriz.


 

Walter Gomes Musa Charlotte Magno Martins JB Serra e Gurgel Guillermo Piernes Renato Riella
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