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Situação
do deputado federal Paulo Pereira da Silva(PDT-SP), presidente da
Força Sindical e aliado do Governo Lula, é gravíssima. “É caso para
ter seu mandato cassado”, sustenta o corregedor-geral da Câmara, deputado
Inocêncio Oliveira(PR-PE) depois de analisar as investigações feitas
pela Polícia Federal sobre os envolvidos no esquema de fraudes em
empréstimos do BNDES, novo escândalo no Governo do PT. Paulinho é
acusado de ter recebido propina de R$ 82 mil. Entre as constatações,
uma irrefutável: Desde que assumiu seu mandato, Paulinho vinha pagando
uma verba indenizatória, variando de R$ 2.250 mil a R$ 5 mil por mês,
para duas pessoas da Força Sindical ligadas ao lobista João Pedro
de Moura, consultor da Força e ex-conselheiro do BNDES, considerado
men-tor do esquema. Quem recebia o dinheiro do gabinete de Paulinho
na Cãmara eram Luiz Emediato e Antonio Diniz, que ocupam funções importantes
na central sindical. Outra constatação: gravações do circuito interno
da Câmara |
mostram que o lobista João Pedro de Moura esteve na Casa 39 vezes
desde o ano passado. Pelo menos 12 vezes, foi filmado entrando no
gabinete de Paulo Pereira da Silva. Em defesa do deputado, aparentemente
combinada e não convincente, o lobista já andou dizendo que usou o
nome de Paulinho para tentar captar mais clientes e aumentar suas
comissões nas verbas do BNDES. Diante dessas evidências, o corregedor
Inocêncio Oliveira, com o apoio do presidente Arlin-do Chinaglia,
enviou representação ao Conselho de Ética, agora sob a presidencia
do deputado Sérgio Moraes(PTB-SP), acusando Paulinho por quebra de
decoro parlamentar. E o procurador-geral da República, Antonio Fernando
de Souza, já pediu ao Supremo abertura de inquérito contra o deputado.
Expectativa no Congresso é a de que, se Paulinho não renunciar, dificilmente
escapará da cassação. Mais um parlamentar cai no pântano de corrupção
do Governo Lula. |
Corregedor
da Câmara, Inocêncio Oliveira
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Expectativa no Congresso é a
de que, se
Paulinho não renunciar, dificilmente
escapará da cassação. Mais
um no pântano
de corrupção
do Governo
Lula.
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Sérgio
Moraes: presidente do Conselho de Ética
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