Garibaldi Alves


Desde o esquema de corrupção do Mensalão, gerado no Palácio do Planalto, o Congresso está atolado no fundo do poço e o Governo Lula faz tudo para desmoralizá-lo mais ainda diante da população.
CONGRESSO HUMILHADO E ANIQUILADO
Mais uma perversidade do Governo do PT contra o Congresso e o povo brasileiro: Embora o presidente Lula, que vai se caracterizando o mais dissimulado da história da República, tenha declarado que não adotaria nenhuma iniciativa para recriação da CPMF, o que fez, nos bastidores, nessa semana, foi articular e pressionar petistas, aliados e oportunistas pela volta do famigerado imposto rejeitado por 80% da população e extinto ano passado. Presidente do Congresso, o senador Garibaldi Alves(foto) precisa reagir firme e tentar salvar o Legislativo, mais desgastado, agredido e humilhado pelo Governo Lula do que pela ditadura militar.
Manobra para recriação da CPMF, jogando sobre o Congresso a responsabilidade e o desgaste da garantia ou não de recursos para a Saúde, é mais uma do Governo Lula aniquilando o Legislativo. Como foi com a CPI dos Cartões Corporativos. Depois de agir, descaradamente, para evitar a criação da comissão, aceitou a instalação sob seu total controle, barrou a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre o dossiê com gastos secretos do ex-presidente FHC, fez acordo com o vazador do documento clandestino, José Aparecido, para evitar incriminação da ministra e decretou o fim melancólico da CPI, impedindo-a de apurar o que precisa ser investigado. Mais desmoralização para o Congresso que, se tiver o mínimo de bom senso, não cria mais nenhuma CPI nesse Governo, pois qualquer uma que vier já nasce morta. Agora, para esfacelamento do Congresso, a recriação da perniciosa CPMF com nome fantasia de CSS e alíquota de 0,10% para a Saúde. Sem necessidade. Cofres do Governo estão abarrotados. Nos quatro primeiros meses deste ano, mais alta carga tributária do mundo já rendeu arrecadação extra de quase R$ 40 bilhões, valor da extinta CPMF previsto para o ano de 2008. E a gastança do Governo segue desenfreada. Como não se pode esperar nada do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, para salvar o Legislativo, pois é petista e faz o jogo do Governo, resta a esperança de uma reação do presidente do Senado, mesmo sendo do PMDB, maior partido do Brasil que, pelo seu fisiologismo, está ajudando o Governo a destruir o Congresso. Como prometeu ao ser eleito e empossado, está na hora de Garibaldi Alves dá uma guinada para restaurar a credibilidade do Legislativo. Se não o fizer, será fiel ao desatino do seu partido contra o País. Mas, se cumprir essa missão difícil e espinhosa contribuirá para reerguer um dos pilares apodrecidos da democracia e entrará para a história. Desde o escândalo do Mensalão, esquema de corrupção gerado no Palácio do Planalto para compra de votos de parlamentares pela aprovação de projetos de Lula, o Congresso está atolado no fundo do poço, em estado terminal, sob o lamaçal produzido pelo Governo, talvez até propositalmente. Disso tem se aproveitado o presidente Lula para extinguir o Legislativo, hoje a instituição mais desacreditada do País. Onde predominam mensaleiros, sanguessugas, sacripantas e violador de contas bancárias, indecentes que não merecem o menor respeito. Lamentavelmente, para a democracia brasileira, deputados e senadores, em sua maioria, estão avaliados, pelo povo, como corruptos e ladrões, envolvidos em negociatas para defesa dos seus interesses pessoais ou do Governo, nunca defensores da população. Assim, tem sido vitoriosa a estratégia do Planalto: quanto mais baixa a credibilidade do Legis-lativo perante a opinião pública, melhor para o Governo que pode fazer o que bem entender. Resultado: enquanto Lula saboreia os mais altos índices de popularidade, o povo não está nem aí até para eventual fechamento do poder parlamentar. Este é o legado político do Governo Lula: destruiu as correntes éticas e morais do Congresso, que agora sofre a maior humilhação da história, mais até do que durante a ditadura
Como prometeu ao ser eleito e empossado, o presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves precisa tentar uma reação para salvar o Congresso, mais humilhado agora do que foi na ditadura militar.

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